(+55) 48 3206 8542
+

Médico cirurgião é absolvido pela Justiça Catarinense por óbito de paciente após procedimento

Por: | Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Comentários: 0

Erial

Os genitores da paciente que havia sido submetida a cirurgia ortopédica, ajuizaram ação em face do hospital público e dos médicos responsáveis pelo procedimento. Alegaram que a sua filha havia ingressado no nosocômio para tratamento de escoliose progressiva, não aceitando como resultado da cirurgia o falecimento da enferma; a morte da criança ocorreu nas dependências do hospital, por falência múltipla de órgãos, choque séptico e pneumonia. Requereram, em suma, indenização por danos morais e materiais, sendo uma de suas motivações a suspeita de que houve fornecimento de medicação errada ou contaminação hospitalar.

A defesa do médico — patrocinada pelo advogado Erial Lopes de Haro, do escritório Lopes de Haro & Machado Leal Direito Médico — esclareceu, ao longo do processo, a realidade dos fatos apresentados pelos autores. O ingresso da paciente no hospital ocorreu com o objetivo de evitar o seu óbito precoce por insuficiência respiratória progressiva, através de tratamento cirúrgico de escoliose progressiva; uma vez que nos casos evoluídos de escoliose é necessária a realização de cirurgia ortopédica de grande porte sobre a coluna vertebral deformada, sua falta, resulta em dificuldades respiratórias conhecidas como “doença pulmonar restritiva crônica. Além disso, a enferma era portadora da Síndrome de Turner, doença genética que implicava diversas consequências desde o seu nascimento, já tendo a filha dos autores sido internada várias vezes.

O hospital, contestando o alegado pelos autores, relatou que o falecimento da paciente não foi decorrente de infecção hospitalar, inclusive, ela já apresentava doença pulmonar antes de ingressar no nosocômio. E por isso, não obstante a responsabilidade civil objetiva do hospital público, não há como haver reparação aos danos causados à família, sendo que não há nexo de causalidade entre o evento trágico ocorrido e o procedimento ao qual foi submetida.

Ao fundamentar a sentença, o magistrado explanou os motivos pelos quais não há evidenciada a necessária relação lógica de causa e efeito entre a conduta imputada aos réus e o resultado danoso, não merecendo que o pedido condenatório prosperasse. Entre eles, o fato de o procedimento cirúrgico, realizado em dois tempos, era adequado e necessário — conforme consignado no laudo pericial — em decorrência da evoluída escoliose; além de o procedimento ter sido efetuado sob a observância dos melhores métodos aplicáveis ao caso, sendo realizado o segundo momento do procedimento somente quando a paciente já havia se recuperado plenamente do anterior. Ademais, considerou, com base na literatura médica apresentada, que “apesar de o quadro infeccioso ter efetivamente se instalado no período de internação, isso não significa dizer que a infecção foi ocasionada por má prestação do serviço hospitalar”.

Por fim, julgou improcedente todos os pedidos do autores, inclusive, condenando-os ao pagamento das despesas processuais e dos honorários advocatícios. Concluindo a sentença, proferiu que “o trágico resultado não decorreu da má prática médica ou de vícios na prestação dos serviços hospitalares, mas sim do fragilizado estado de saúde em que se encontrava a paciente e dos riscos inerentes ao procedimento cirúrgico a que ela foi submetida do que, a propósito, foram devidamente advertidos, a tempo e modo, os autores”.

Leave a Reply

thời trang trẻ emWordpress Themes Total Freetư vấn xây nhàthời trang trẻ emshop giày nữdownload wordpress pluginsmẫu biệt thự đẹpepichouseáo sơ mi nữHouse Design Blog - Interior Design and Architecture Inspiration